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O cactário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro


Visão do interior de uma das estufas do cactário.

O cactário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro é uma das mais importantes coleções de cactos e suculentas do Brasil, contendo mais de 400 espécies, sendo que 64 espécies são consideradas ameaçadas de extinção e conservadas ex situ (nome que se dá à conservação da diversidade biológica fora do ambiente natural).


O cactário abrange uma área de três mil metros quadrados, e é composto por estufas destinadas ao estudo científico e de exposição, além de diversos canteiros com paisagens que representam os biomas e ecossistemas brasileiros de clima árido ou semiárido como Cerrado, Caatinga e Restinga.


Um mirante conecta o cactário com o Caminho da Mata Atlântica e com a arquibancada que permite a contemplação do espaço e do centro de visitantes do JBRJ, edificação do século XVI.



Conheça o trabalho do biólogo Diego Gonzaga, responsável pela coleção do Cactário


O biólogo responsável por cuidar desse acervo vivo é Diego Gonzaga, natural da cidade de Barbacena no Estado de Minas Gerais. Seu interesse pela área de Biologia se deu no ensino médio, sendo definida quando cursou tecnologia em meio ambiente. A mudança para a cidade de Juiz de Fora (MG) para cursar Licenciatura em Ciências Biológicas, foi o período que despertou em Diego o interesse pelas cactáceas.



Ao longo de sua formação acadêmica, Diego atuou em diferentes tipos de estágios, desde voluntários a remunerados e participou de diversos eventos científicos e acadêmicos, com ênfase na Botânica. Desenvolveu o trabalho de conclusão de curso com a família botânica Cactaceae em duas áreas da Serra da Mantiqueira, no sudeste do Brasil, sendo essas áreas o Parque Estadual do Ibitipoca e o Parque Estadual Serra Negra da Mantiqueira.


O primeiro emprego como biólogo aconteceu logo após a formatura, na área de Botânica, em uma empresa de softwares de paisagismo, onde havia estagiado no ano anterior.


Ao ingressar no Mestrado em Botânica na Escola Nacional de Botânica Tropical, pertencente ao Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, sua pesquisa de teve como foco a família Cactaceae da Serra da Mantiqueira, envolvendo a Taxonomia, Biogeografia e conservação das espécies.


Após o término do mestrado, Diego iniciou seu doutorado no mesmo programa de pós-graduação, dando continuidade aos estudos com as cactáceas, o foco foi aperfeiçoar os estudos de um gênero endêmico do Brasil, Arthrocereus, de ocorrência restrita aos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso. Esse estudo envolveu atividades de campo, busca das espécies, estudos dos grãos de pólen, conservação, Morfologia, Taxonomia e Morfometria.



O maior desafio veio no último ano do doutorado, quando recebeu o convite para assumir a coleção viva do cactário do Jardim Botânico, aceito há quase 3 anos.


Diego relata que muitos são os desafios de aclimatação e cultivo de espécies brasileiras e exóticas. Essa coleção conta com aproximadamente 400 espécies de cactos e suculentas, sendo cerca de 230 somente de cactos, com ênfase nos brasileiros e mexicanos.


O objetivo principal da coleção é a conservação destas espécies, contribuir com pesquisas científicas internas e externas, formação de novos biólogos e botânicos, bem como oferecer ao público que visita o Jardim Botânico uma área com plantas resistentes e de diferentes formas.


Acompanhe as postagens do Cactário no Instagram.


Assista a live com os biólogos e botânicos Diego Gonzaga e Anderson Santos




Por: Patrícia Dijigow


Fotos: Diego Rafael Gonzaga






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