Linho: a planta que conquistou o Antigo Egito

Atualizado: 14 de jul. de 2021


A floração do linho.

O linho (Linum usitatissimum - e suas subespécies) é uma planta herbácea pertencente à família Linaceae, nativa da Turquia e do Irã e introduzida na Ásia, Europa, América do Norte e regiões do norte da África e sul da América do Sul.


A fibra têxtil que leva o mesmo nome é obtida a partir do talo da planta, enquanto que a linhaça e o óleo da linhaça são extraídos das sementes. Na América do Norte, o termo linhaça é utilizado para designar o linho utilizado pelo ser humano, porém em outras regiões do mundo, o termo é referente à linhaça comestível.


Detalhe das flores e da linhaça - a semente do linho.

O linho pode crescer até 70 centímetros de altura, florescendo entre junho e julho, sendo polinizado por insetos. Necessita de grande incidência de sol ao ser cultivado, preferencialmente em regiões de clima temperado e solos úmidos porém bem drenados. Tolera ventos fortes desde que não sejam marítimos.


Registros históricos indicam que o linho foi utilizado no Paleolítico Superior, há cerca de 30.000 anos atrás. Após ser domesticado, o linho marcou sua presença na antiga Mesopotâmia, depois Oriente Médio até tornar-se extremamente utilizado e cultuado no Egito, onde era cultivado para atender aos faraós e sacerdotes, além das diversas aplicações em velas para barcos e tendas, usos cerimoniais e principalmente como bandagem nos processos de mumificação. O linho era considerado um símbolo de pureza para os antigos egípcios, que o representaram em floração nas paredes de seus templos.