Calêndula: uma planta repleta de propriedades




Calendula é um gênero que pertence à família botânica Asteraceae, a mesma da margarida, girassol e alcachofra. São conhecidas 12 espécies de calêndulas, sendo que a mais cultivada em várias partes do mundo é Calendula officinalis.


No Brasil, essa espécie recebe diferentes nomes, sendo eles: calêndula, calêndula-hortense, maravilha, maravilha-dos-Jardins, malmequer, malmequer-do-jardim, flor-de-todos-os-males, margarida-dourada e verrucária. A origem de Calendula officinalis na natureza não é precisa, mas há indícios de que ocorria de forma nativa no Egito, Europa central, leste e sul, Ilhas Canárias e Região Mediterrânea.


A calêndula é uma planta herbácea que cresce, no máximo, 60 cm de altura. Mesmo quando há pouca quantidade de água no solo a planta consegue absorver o que precisa, já que possui raízes bem finas e em grande número. As folhas são intensamente verdes, que chegam a ter 20 cm de comprimento, sendo relativamente grandes quando comparadas com a altura da planta.


As flores são muito pequenas e se agrupam em inflorescências do tipo capítulo, bem parecidas com as flores dos girassóis, inclusive com cores semelhantes, variando do amarelo ao alaranjado.


O nome Calendula é derivado da palavra latina Calendae que significa “primeiro dia de cada mês”, de onde se derivou também a palavra calendário. O cultivo de calêndula é bastante amplo e está presente em vários lugares do mundo por ser utilizada como planta ornamental, além de ter propriedades medicinais e forte uso na indústria de cosméticos.


Quando inseridas em plantações agrícolas, as calêndulas atuam como inseticidas naturais, já que exalam um odor característico. As inflorescências são utilizadas, tanto popularmente, quanto pela indústria alimentícia, para condimentar sopas, ensopados, omeletes, queijos, carne assada, bem como para colorir manteiga, pudins e licores. As folhas e os caules também são utilizados como temperos.

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