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A história do lírio-do-vale



Em 1º de maio é celebrado o Dia Internacional dos Trabalhadores ou Dia do Trabalho e também é o dia da Festa da lírio-do-vale (“Fête du muguet”) na França. Séculos de história e tradições unem duas celebrações tão distintas na mesma data.


O lírio-do-vale ou muguet (Convallaria majalis) é uma planta herbácea e rizomatosa, nativa para a região da Europa até o Cáucaso. Introduzida em vários estados americanos, cresce em locais de clima temperado. Pertence à família Asparagaceae e todas as partes de seu corpo são consideradas tóxicas. De pequeno porte, atinge até 30 centímetros de altura e sua delicada floração é concentrada em hastes que abrigam até 15 flores em formato de sino.





Ao longo do caminhar da humanidade pela história, o lírio-do-vale teve diferentes tradições que, mesmo sem ligação, acabaram coincidindo com a data do Dia do Trabalho.


Em 1º de maio de 1886, a cidade de Chicago (Estados Unidos) foi o cenário de protesto de milhares de trabalhadores que foram às ruas para exigir redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Os confrontos entre operários e a polícia resultaram em mortes e muitas pessoas feridas.


Em 1889, em memória e homenagem aos manifestantes, o congresso realizado em Paris chamado Segunda Internacional Socialista, reuniu sindicatos e partidos socialistas da Europa e estabeleceu o 1º de maio como Dia do Trabalho. No Brasil, a data só foi consolidada em 1924.



Muitos séculos antes, durante a Idade Antiga, o lírio-do-vale marcava as homenagens e oferendas para Flora, deusa romana das flores e da natureza. As flores do lírio-do-vale também eram utilizadas como amuleto de proteção contra maus espíritos pela civilização céltica, que nas proximidades do 1º de maio (importante feriado de primavera em muitas culturas) iniciava a contagem regressiva para o início do verão (no hemisfério norte).


A tradição de se ofertar o lírio-do-vale ganhou um novo significado quando na Idade Média, o rei Charles IX da França, foi presenteado com um ramo florido da planta.


O rei ficou tão encantado com a delicadeza e beleza das flores que decretou distribuição de lírio-do-vale para todas as moças solteiras da corte, exatamente no dia 1º de maio.


Mais há frente, no final da Segunda Guerra Mundial, o lírio-do-vale passou a ser usado como símbolo de resistência (assim como a rosa vermelha) e do dia 1º de maio na França, data que os franceses demonstram carinho e desejam boa sorte para pessoas queridas, presenteando com ramos floridos de muguet.


A venda de lírio-do-vale é autorizada nas calçadas francesas para arrecadação de renda para pessoas desempregadas e para sindicatos políticos.


Flor favorita de Christian Dior, o lírio-do-vale teve sua fragrância reproduzida como nota principal do perfume Diorissimo, lançado em 1956, de autoria do perfumista francês Edmond Roudnitska. Até hoje a fragrância de muguet é nota de destaque em muitos produtos cosméticos e perfumes.



Por: Patrícia Dijigow

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