Os anéis de crescimento


Os anéis de crescimento no corte transversal do pinheiro.

A existência dos anéis de crescimento das árvores já era observada e relatada na Grécia antiga, porém foi apenas no século XVI, durante o Renascimento, que Leonardo da Vinci (1452 - 1519) ao estudar pinheiros (Pinus sp.) na região da Toscana, na Itália, reconheceu a relação entre esses anéis e o clima.


Da Vinci relacionou a largura dos anéis com a presença da água no ambiente e sugeriu um método que utilizava os anéis de crescimento das árvores para compreender e estudar o clima do passado, no qual a espessura desses anéis indica períodos mais úmidos e períodos mais secos. Ele também foi o primeiro a relatar que seria possível estimar a idade das plantas a partir da análise dos anéis transversais.


O termo anel de crescimento se refere à camada de crescimento no xilema secundário ou floema secundário, vista em secção transversal. Porém, esse crescimento pode apresentar variações devido a diversos fatores, inclusive a disponibilidade de água, produzindo os chamados falsos anéis anuais, que tornam a contagem imprecisa por este método.


Em regiões onde as estações do ano são bem marcadas, a nitidez dos anéis de crescimento é maior. A diferença no depósito de lignina (importante constituinte da parede secundária das plantas vasculares) gera os contrastes na tonalidade entre os lenhos formados na primavera e no outono. Esses contrastes são mais evidentes nas árvores gimnospermas (como as coníferas) do que nas angiospermas.



Por: Patrícia Dijigow


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