Cipó-chumbo: uma planta parasita

Algumas plantas não possuem clorofila (grupo de pigmentos fotossintetizantes) e por este motivo dependem dos nutrientes de outra planta para se manterem vivas. 


A relação ecológica entre espécies diferentes, na qual a espécie que se aproveita dos recursos da outra é denominada parasita e a espécie prejudicada é chamada de hospedeira, recebe o nome de parasitismo.


O cipó-chumbo é caracterizado por sua cor amarela: é uma planta que não possui clorofila.

Um exemplo de plantas parasitas são as espécies do gênero Cuscuta da família Convolvulaceae, como a Cuscuta racemosa, popularmente conhecida como cipó-chumbo, uma liana nativa do Brasil, encontrada no Cerrado e na Mata Atlântica. O cipó-chumbo é caracterizado pela coloração amarela e seu aspecto filamentoso que lembra fios de ovos. Suas folhas são reduzidas a escamas muito pequenas ou mesmo ausentes.


O cipó-chumbo é denominado holoparasita, ou seja parasita obrigatória. Já outras plantas, como as chamadas ervas-de-passarinho são clorofiladas e capazes de realizar a fotossíntese, porém para economizar recursos, se aproveitam de outras hospedeiras para complementar sua nutrição, sendo denominadas hemiparasitas.


Para extrair a seiva orgânica da planta hospedeira, o cipó-chumbo possui estruturas especializadas chamadas haustórios, que penetram até os vasos condutores da planta hospedeira, de onde retiram água e nutrientes.


O ciclo de vida do cipó-chumbo é iniciado quando sua semente germina: as plântulas são verdes e possuem raízes, mas conseguem viver por poucos dias sem depender de uma hospedeira. Assim que seu crescimento alcança uma planta hospedeira. A germinação pode ocorrer diretamente sobre o caule de uma planta hospedeira. 


A raiz que