O que temos a aprender com uma planta exótica

Atualizado: 16 de ago. de 2021


Spathodea campanulata



A espatódea (Spathodea campanulata) é uma árvore de origem africana, nativa das regiões de florestas tropicais de Angola até Uganda, pertencente à família Bignoniaceae.


Popularmente é chamada de espatódea, bisnagueira, tulipeira-do-gabão, xixi-de-macaco ou chama-da-floresta. Pode atingir até 30 metros de altura, tem uma exuberante floração de cor laranja-avermelhada, o que a torna notável e imponente.


Antes de expormos diversos estudos sobre a tão questionada relação dessa espécie com as abelhas nativas brasileiras, é necessário esclarecer alguns aspectos: o primeiro deles é que a espatódea é uma espécie exótica, que foi introduzida no Brasil para arborização urbana por sua inegável beleza - infelizmente o único fator considerado na ocasião. Ela não é nativa do território brasileiro ou da América do Sul, e foi “importada” da África.


A introdução de espécies exóticas, sem estudos detalhados e profundos sobre as relações ecológicas entre diferentes espécies de um ecossistema pode trazer uma série de consequências para a flora e fauna local e de modo mais abrangente, para o próprio ecossistema. Uma espécie exótica pode encontrar muita vantagem em viver em um novo ambiente, pois pode ter acesso a mais nutrientes no solo, a ausência de predadores e da competição natural de seu espaço de origem, e por este motivo a espécie introduzida passa a competir com as plantas nativas, podendo se revelar uma potencial invasora, capaz de se propagar com grande facilidade promovendo um desequilíbrio ambiental.


Diversas plantas exóticas, ao serem introduzidas em novos territórios, perdem o contato com seus polinizadores. Há plantas que encontram nos novos ambientes onde são introduzidas, polinizadores capazes de contribuir para o c